Yami Aloelela

Sobre

O novo espectáculo de Yami Aloelela, baseado no seu mais recente álbum, “Casa”, é o culminar de um percurso riquíssimo – na música portuguesa e nas músicas do mundo – e com uma forte marca autoral, quer no seu trabalho a solo como enquanto acompanhante de outros grandes músicos e cantores.Com inúmeras colaborações e parcerias de enorme prestígio, em concerto e ao vivo, no seu currículo – Carlos do Carmo, Mariza, Paulo de Carvalho, Ivan Lins, Sara Tavares, Anna Maria Jopek, Demis Roussos, Rahani Krijna, Munir Hossn… -, Yami Aloelela lançou a solo os álbuns “Aloelela” (2009) e “Beijo de Luz” (2016), para além de vários EPs e singles.

De 1 a 23 de Dezembro de 2016, o cantor, compositor, produtor, letrista e multi-instrumentista luso-angolano Yami Aolelela fez uma viagem de jipe de sul a norte de Angola, o país em que nasceu. Acompanhado pelo irmão mais velho, a viagem começou no deserto do Namibe e só viria a terminar – mais de cinco mil quilómetros depois – no Uíge. Foi uma viagem reveladora e transformadora mas também catártica e redentora. E foi a pedra de toque e inspiração maior para o seu novo álbum, “Casa”, que foi editado no dia 15 de Março, através da MWF – Music Without Frontiers.

Filho de um português de Braga e de uma mãe angolana e portuguesa do Uíge, Yami nasceu em Luanda e veio para Lisboa quando tinha apenas seis anos. As memórias dessa cidade mantêm-se nele bem vivas mas, da imensa outra Angola que existe à volta, nunca as teve. Esta viagem veio corrigir essa “ausência interior” e preencher o seu antigo desejo de conhecer mais profundamente esta terra que é o seu berço. Mestiço – “café com leite”, como gosta de dizer -, Yami sempre transportou para a sua música esta condição híbrida de pertencer, convictamente, a duas culturas (e a tantas outras com que, entretanto, foi convivendo ao longo da sua vida)… Mas, desta vez, algo de muito diferente aconteceu: sentiu que o silêncio e a beleza do deserto do Namibe, o cheiro das acácias e das mangas maduras em Benguela ou a musicalidade dos pássaros e do som do vento a ricochetear nas árvores o levaram de volta a Casa. Uma Casa que, não conhecendo desta maneira, sentiu sempre estar nele, afinal.

De regresso a Lisboa, Yami fechou-se em Casa – desta vez, aquela em que vive com a mulher e os dois filhos – e durante quase dois meses compôs e escreveu as letras deste seu terceiro álbum, “Casa”. Totalmente inspirado nessa sua viagem, “Casa” foi composto e escrito, iluminado pelo Sol e acalentado pelo calor de Angola. E foi, meses depois, gravado por Yami (que produz, canta, toca guitarra acústica e baixo) com a ajuda de um naipe de músicos excepcionais: Gonçalo Sousa (harmónica), Tiago Oliveira (guitarra eléctrica), Vicky Marques (bateria), Marito Marques (percussões), Phillipe Ferreira (guitarra acústica), Carlos Lopes (cavaquinho) e Iúri Oliveira (percussões).

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